segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Os parentes de Cavaco

Caíram na lama os parentes do Presidente Cavaco.
A contragosto lá teve de promulgar uma revisão do Estatuto Político Administrativo dos Açores que prevê uma tramitação especifica em caso de dissolução da Assembleia Legislativa dos Açores. Não tem interesse nenhum a razão da polémica que Cavaco veio levantar. O que se passa é que se se verificarem condições para ser dissolvido o parlamento açoreano [ coisa que não se vislumbra porque Carlos César acaba de ser reeleito com mais uma maioria absoluta] o PR tem de ouvir para além do conselho de estado e os partidos politicos, o governo açoreano e os partidos representados no parlamento insular.
Cavaco que está longe de ser um autonomista ainda está com engulhos e até disse que a qualidade da democracia ficou ameaçada.
É de rir ou de chorar?

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

O paradoxo

Os meus filhos perguntaram-me pela magia de uma noite muitas vezes falada, a do mercado. Evitei respostas. Levei-os a cantar ao Menino. Em boa hora, apesar da chuva. Fez-me bem sentir o entusiasmo que a Festa dos valores cantados lhes despertou. Foram 23 melodias a embalar uma estreia que deixou marcas. A principal, a da satisfação.
No regresso a casa, talvez o mais sereno dos últimos anos, dei de caras com dois conhecidos de infância. Estavam perdidos. Não pela emoção que a Festa desperta. Pela droga. O mais atabalhoado deixava cair a seringa do bolso do casaco. O outro fingia que alucinação era da noite.
O paradoxo da noite de 23 trouxe-me à memória a cantiga em que cada um leva ao Menino o que tem de melhor, pedindo-lhe desculpa pela insignificância.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

" Marco Bellini "- a riqueza do molho ou a pasta?

Não há muito tempo corria nas televisões um "delicioso" anuncio sobre uma especialidade culinária, no qual uma familia italiana se questionava sobre o que dava o toque final de mestria. Um dos filhos, teimava que era a riqueza do molho, o outro; a pasta, ou seja a qualidade da massa. "Di-lhe mama", pedia um e a matriarca respondia : " Marco Bellini é que sabe..." Marco Bellini era o nome do fabricante da matéria prima, no caso o esparguete.
Lembrei-me deste anúncio e do esquema desta mensagem publicitária ao constatar que também Olivier Blanchard, chefão do FMI vem agora defender, em entrevista ao Le Monde, que é importante alguma expansão orçamental e o lançamento de um programa de obras públicas. Tal como defende Barack Obama para a América e em certa medida José Socrates para Portugal com a decisão de proceder a obras em varias escolas. É afinal uma terapêutica imediata, remédio caseiro para evitar uma crise economica de grandes proporções.
Então, dirão uns de sorriso rasgado, de orelha a orelha, que a política do betão tem vantagens. Claro que tem. O problema aqui, nestes nossos cantos, Portugal e ilhas adjacentes são os esquemas semi mafiosos que orientam concursos publicos e opções de investimento, coisa que só se resolve com mecanismos de controlo potentes e olhares atentos dos cidadãos. Não
nos podemos acomodar e pensar que essas coisas são para os outros, os entendidos, os eleitos. É mentira. Veja-se o que fizeram iminentes banqueiros, economistas, gurus e referencias morais....deram com os burros na água, mas antes encheram-se de dinheiro, do nosso dinheiro.
Agora que a coisa está negra é o que se sabe e do saco dos nossos impostos vão lá buscar para socializar os prejuízos, invocando consequências de maior.
Olho portanto nos concursos públicos, olho no preço."Marco Belllini é que sabe" mas nós é que pagamos.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Filho és. Pai serás!?

Apesar de não haver dossier de imprensa esta semana dei por mim a vasculhar a imprensa à procura de dicas.
As noticias ficam marcadas pela cadência do tempo que vivemos, mas encontrei um interessante artigo de opinião na Revista Visão de Natal, saida hoje mas com a data de quinta-feira. É assinada pelo José Luis Peixoto, uma das mais notáveis promessas das letras nacionais. O título chamou-me a atenção. "Esta Juventude de hoje em dia". Não sei se o autor sabe que esta expressão atravessa gerações. Fartei-me de ouvir a expressão dos maduros do meu tempo de jovem, verde, inexperiente, logo de pouca valia.
O José Luís P. escreve magistralmente e observa melhor ainda.... mas, será que sabe disto?
Que também a geração que ele acusa de formatar mal o conteudo que ele(s) é ( são) foi igualmente acusada da mesma desplicência?

Aconselho no entanto a leitura do artigo. Vem na página 12. Não sei se é possível lê-lo atraves da Net, de qualquer forma a revista não é cara e os jornalistas precisam de salário. :)
Bom Natal e Boas Leituras!

sábado, 20 de dezembro de 2008

A revolta

Manuel Maria Carrilho recupera na edição de hoje do DN alguns textos recentemente publicados sobre as relações do jornalismo com a política. Lembra que César das Neves lamentou que a imprensa tenha tão pouca informação e tanta intriga, e que seja tão intensamente opinativa como politicamente equívoca. Que Pacheco Pereira descreveu diversas formas do actual condicionamento do jornalismo. Que Cintra Torres apontou o cada vez mais perverso papel das agências de comunicação no descrédito da democracia.
Carrilho reflecte sobre o jornalismo sugerindo passos incontornáveis para combater a opacidade mediática e para que o jornalismo possa reconquistar a credibilidade perdida. Para ler em http://dn.sapo.pt/2008/12/20/opiniao/o_biombo.html
O que estará a motivar tanta revolta? Há denominadores comuns nos protestos contra os jornalistas?

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Dossier de 18 de Dezembro - ON LINE



http://tv1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=20061&idpod=20315&formato=wmv&pag=recentes&escolha

se não der opte por ir ao site www.rtp.pt
depois em multimédia, escreva dossier de impensa em programas tv e clique

Bom visionamento

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

O Sapato é uma arma!

Ainda se fala daquela cena do jornalista iraquiano a atirar sapatos a Bush, numa conferência de imprensa em Bagdade.
Não tenho dúvidas, vai marcar o mandato e ficar para a História!
Sempre que a vejo não consigo evitar um sorriso. No mínimo.
Apreciei também a boa forma física do presidente norte-americano e, acima de tudo sou obrigado a elogiar-lhe o fabuloso sentido de humor ( e, tenho para mim que só os seres inteligentes têm sentido de humor). Não é que, para além de desviar-se lindamente dos sapatorros do iraquiano ainda foi dizendo com aquela carinha de gozo que o número não lhe servia....Se a moda pega.... Ui!
Aqui pela nossa Região quantas vezes já não apeteceu atirar um sapato. Nos dois sentidos das salas de imprensa. Coisa singela que não ofende sobretudo quando podemos dizer como Bush;"o seu número não me serve !" eheheheheh

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

E outro, em tons 'cor-de-rosa'

Mais um sinal dos tempos que acabo de ler na Lusa. O 'glamour' dos grandes eventos sociais, casamentos, caçadas e espectáculos tauromáquicos, que se realizam no Alto Alentejo, ganharam outra dimensão desde que estão nas bancas da região duas revistas de cariz 'cor-de-rosa'. Talhadas para traçar o sucesso e para reportar o que de melhor se passa na região, as revistas 'InAlentejo' e 'NortAlentejo' são verdadeiros sucessos de vendas à escala regional.
"A InAlentejo é uma aposta ganha, apesar do contexto económico em que vivemos e do baixo nível populacional que possuímos", considera João Alves e Almeida, director da revista social. Este género de publicações, segundo o responsável, atinge o sucesso porque "existe também gente gira fora dos grandes centros e as revistas nacionais da especialidade não exploram essa parte".

Mais um sinal

"O Público assume-se como uma empresa de informação global. Não exclui nada, inclusive a produção de vídeo”, afirma José Manuel Fernandes ao Meios e Publicidade. O director do diário da Sonaecom quer “acelerar o processo de integração” das redacções online e da edição em papel, depois de algumas “integrações parciais” já ocorridas na organização da redacção do jornal.
“O caminho é grandee tem de ser percorrido mais depressa”, considera o responsável. “A redacção está orientada para produzir um jornal diário em papel”, diz, considerando que o desafio que se coloca, numa altura em que “o mundo dos jornais está a mudar, e quando temos mais leitores no online do que na edição em papel”, é acompanhar essa mudança.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Multimédia

Um especialista espanhol em jornalismo, Ramón Salaverría veio a Portugal abrir algumas mentes, resistentes ao multimédia.
O professor da Faculdade de Comunicação da Universidade de Navarra, Espanha, e subdirector do departamento de projectos jornalísticos deixou claro que o jornalista terá de ser abrangente. "No futuro, todos terão que ser repórteres audiovisuais, editores audiovisuais e editores de locução e áudio", disse.
Ramón Salaverría considerou ainda que, futuramente, "o importante deixará de ser o órgão de comunicação em si mas a marca" e passará o "conteúdo a valer mais do que o suporte". Para que seja atingido o modelo "multimédia" nos órgãos de comunicação social, disse, "será necessário passar de um modelo de subordinação editorial para um modelo de coordenação". "Passar da improvisação para a planificação", assim como "passar da redundância editorial actual para a complementaridade" são também fundamentais.
O especialista sustentou ainda que, para que tudo isto seja alcançado, as escolas de jornalismo têm de assumir um desafio: "deixar de ensinar destrezas profissionais de acordo com a lógica tradicional dos diferentes órgãos de comunicação social". "O jornalista tem como missão informar e não apenas escrever e isso deve ser entendido nas escolas", para que o profissional possa estar apto a cumprir o seu trabalho independentemente do suporte para o qual vai trabalhar. (citações retiradas da LUSA)
Posto isto, depois não digam que não sabem, ou que vão ver!!!

ON LINE - Dossier do dia 11 Dez.08

Já está online a ultima edição do dossiê!
http://tv1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=20061&idpod=20058&formato=wmv&pag=recentes&escolha=

Tratado de Lisboa - outra vez

"No Outono de 2009, os irlandeses vão referendar, pela segunda vez, o Tratado de Lisboa. O acordo dos chefes de Estado e de Governo da UE foi, esta quinta-feira , alcançado."
E se voltarem a dizer que não querem o dito tratado voltarão a ser incomodados?
Custa-me a entender algumas nuances deste instituto do referendo e destes líderes europeus. Ou será que a tal modinha de querer formatar tudo à medida já chegou lá?

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Fó ró bó dó

É meio dia e 19 minutos... O parlamento da Madeira está ao rubro.
Alberto João Jardim no seu melhor. Vê-se na cara uma felicidade de palhaço que levanta plateias. Até os mais façanhudos da oposição já se riram... .Também já me ri mas acho que isto é para chorar... porque ao contrário do que possa parecer isto era suposto ser um momento sério. pergunto: em que televisão do mundo é que isto se passa. Ou ainda, onde é possível ter isto de borla a esta hora.... Valha-me Deus Nosso Senhor!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Xarope por favor!

Isabel Stilwell, directora do jornal gratuito DESTAK, descobriu um dia destes um interessante estudo que revela que há chefes que fazem mais mal à saúde que o sal, a nicotina, a gordura no sangue, etc... etc...
Parece que a cura para este mal só de xarope mas ainda está para inventar.
Até lá, quem tem disso terá de aguentar com o que lhe caiu na rifa. (ehehehehe)

http://www.destak.pt/artigos.php?art=16687

NOTA: procurei na web o trabalho original mas só me sai o editorial da Isabel S.. Já agora se alguém descobir que deixe a dica. Desde já Agradecido.

As emoções na informação

"O privado e o emocional devem estar presentes no discurso jornalístico. E por isso mesmo também acho que a ética e a deontologia devem estar muito presentes no trabalho dos jornalistas. Há assuntos que não podem ser mediatizados sem nos socorrermos de dimensões do espaço privado ou das emoções dos envolvidos, sob pena de não explicarmos o que se passa. O cuidado com o que se pergunta terá é de ser muito maior. Nem tudo é permitido mostrar ou perguntar". Quem é o diz é Felisbela Lopes, autora do livro 'A TV do Real', em entrevista no 'Público', onde explica a necessidade de desconstrução do jornalismo televisivo.
Para ler na íntegra em http://jornal.publico.clix.pt/main.asp?dt=20081209&page=8&c=C

domingo, 7 de dezembro de 2008

Canarias não é uma Nacão mas é um País!

Canárias deve manter relações bilaterais com o Estado espanhol e com a Europa, defende Paulino Rivero, presidente (há 15 anos) do Governo das Canárias. Respiguei estas ideias de uma entrevista que o político insular concedeu ao " El Mundo", edição de hoje, domingo 7 de Dezembro de 2008. O endereço electrónico do jornal é http://www.elmundo.es/. Julgo que o trabalho deve estar on line. Na edição impressa vem na página 16, depois de uma interessante cobertura do aniversário da Constituição Espanhola. Por óbvias semelhanças com o País e com a Comunidade Autónoma, achei interessante dar conta deste facto.... A razão destes princípios reside numa realidade comum à Madeira, a especificidade insular acrescida desse grande factor que é a ultraperificidade.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Pobres gerações

O Ministério da Educação desmentiu esta sexta-feira as declarações do secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, que afirmou que Maria de Lurdes Rodrigues estaria disposta a «suspender» o actual modelo de avaliação de desempenho.

Quando é que professores, governo e sindicatos vão finalmente centrar a escola no aluno? Sindicatos e governo esgrimem-se com astúcia, com cada um a bramir a verdade absoluta do alto das suas convicções. Falm de tudo, menos do fundamental: os alunos. Pobres gerações. Volta Eça, estais perdoado.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

As mudanças na tribo

Lê-se no 'Público' de hoje: O número de jornalistas em Portugal multiplicou-se por seis desde meados dos anos 80. A velha tribo que aprendeu a profissão "na tarimba" deu lugar a redacções com horários de trabalho e vida lá fora para lá do jornalismo, mas as preocupações com o que será o futuro do profissão estão cada vez mais vivas.
E sobre o futuro, que é por ele que vamos, há umas boas teses no texto da Inês Sequeira. Esta sobressai. "Os autores dos blogues concorrem com os profissionais ao dar notícias antes na área das interpretações dos factos e denunciando erros cometidos por jornalistas". Segundo Adelino Gomes, "a blogosfera veio questionar o papel central que ocupava o jornalismo no espaço público". Mas quem é que tem medo da intervenção dos cidadãos no espaço mediático?

Não há necessidade!

Não havia necessidade de repetir este numero. Refiro-me ao que se passou no parlamento com a eleição frustrada do vice-presidente apontado pelo maior partido da oposição. A crítica vai toda para o PSD.... nem sequer conto com o MPT. João Isidoro por quem já nutri algum respeito é um caso perdido como tantos outros que deviam deixar a politica. Ha´gente que não anda nem deixa andar...por favor vão para casa. Façam alguma coisa de bom no resto das vossas carreiras... Precisamos de gente sã. Sem vícios, sem manhas. DISPONIVEIS.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

A Autonomia é de todos

Porque a Autonomia é de todos e não das maiorias que governam acho que foi muito bem feito a aprovação de um pedido de inconstitrucionalidade à lei que prevê a nacionalização do BPN.
Há muito tempo que andam a fazer orelhas mocas do preceito que manda ouvir os orgãos de governo próprio das Regiões Autónomas. Não pode ser!
Não há martires mas os 30 anos de autonomia custaram os olhos da cara a muita gente... Foram mais que muitas as cedências e condescendências, os sacrifícios... Agora ou se age ou tudo isto vira um fiasco.
Não podemos deixar morrer a AUTONOMIA POLITICA da Madeira.

(Pela mesma razão de fundo, o meu aplauso para a decisão dos socialistas de manter tal e qual como estava a proposta de novo ESTATUTO POLITICO ADMINISTRATIVO DOS AÇORES, ou seja, orelhas de mercador aos lamentos e receios expressos pelo Presidente Cavaco Silva.)


segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Feira das Vontades

Chama-se Feira das Vontades. Funcionou de sexta-feira a domingo passado, no Jardim Municipal. É um acontecimento anual expressivo do grau de voluntariado madeirense. Regra geral, vende os trabalhos feitos pelos utentes das várias instituições. Este ano, as vendas foram um fracasso. O produto das vendas é receita das associações. Havia desânimo da parte dos voluntários. O curioso é que em dois dias a trabalhar para os pobres e carenciados desta Região, nem um voluntário do Governo passou por lá.

A imagem dos media

"A nossa imprensa traz pouca informação. Muita análise, intriga, provocação, boato, emoção, combate, mas pouca informação. O público não quer jornalismo, quer entretenimento. Para ter sucesso o repórter precisa de ter graça, ser espirituoso, ver o aspecto insólito. Assume uma atitude de suposta cumplicidade com o leitor, ouvinte ou espectador desmontando para gáudio mútuo o ridículo que achou que devia reportar. Antecipa no relato o que assume ser o veredicto popular, condenando ou absolvendo aqueles que devia apenas retratar".
Quem o diz é João César das Neves no 'DN'. O texto de opinião está disponível em http://dn.sapo.pt/2008/12/01/opiniao/a_imagem_mediatica_media.html

domingo, 30 de novembro de 2008

Os media e a Igreja

A Igreja não pode continuar a ter medo da comunicação social e tem de investir em porta vozes que possam responder aos desafios que a comunicação social lança. Esta posição foi assumida por Alexandre Manuel, jornalista, durante o 7º Congresso da Associação de Imprensa Cristã, orador que considerou que a Igreja “olha os meios de comunicação com estima para difundir, mas com receio porque já não os controla”.
O jornalista, que se encontra a concluir uma tese sobre a imprensa regional da Igreja, é de opinião que a Igreja não deverá investir num único órgão de comunicação, pois “mais importante do que dispor de uma semanário ou quinzenário, é o poder intervir num jornal profissional. A Igreja deveria investir na diminuição do número de jornais e apostar na profissionalização”.

sábado, 29 de novembro de 2008

CrISe! QUal cRiSE

" Não acredito que as coisas estejam tão más como como todos julgam. Além disso, penso que os meios de informação têm tido muito a ver com este exagero, porque as catástrofes são notícia. Quando tudo vai bem não há nenhuma notícia. "
Robert Aumann - Prémio Nobel da Economia em 2005
Excerto da entrevista publicada no Expresso de 29 Novembro de 2008

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Em flagrante

Se a moda pega por cá, os vendedores de promessas que se cuidem!
video

DOSSIER está on line

Já podem visionar o Programa. Bsta clicar neste link :

Veja Aqui



.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Uma história com João Borges

Recebi do chefe de redacção a incumbência de uma reportagem sobre um determinado assunto que implicava ouvir João Borges. Disseram-me que era um tipo bestial, o Mr Madeira, um relações públicas de primeira. Eu não conhecia Mr Borges. Dirigi-me à Avenida Arriaga, onde gravei meia hora de conversa em bobina (era assim que se fazia informação em rádio, há alguns anitos atrás). Regressei à base com o meu trabalho... um montão de ideias para resumir numa peça curta e clara. Era um jovem repórter em início de carreira e fiquei encantado com a simpatia de João Borges que me tratava carinhosamente por " o meu amigo". Estava quase a completar o trabalho quando recebi uma chamada do entrevistado a avançar dados mais precisos sobre a entrevista.... a história repetiu-se não sei quantas vezes, mas pelo menos mais duas e eu, que " sim senhor, sr. João Borges". Ele pedia desculpa mas a verdade é que após os telefonemas tinha de retocar o texto e julgo que alterar os registos magnéticos ( os sons) escolhidos para a referida reportagem.
Quando julgava que tinha tudo arrumado lá veio mais um telefonema da Direcção do Turismo coberta de mil desculpas. Outra rectificação para o trabalho que estava a fazer. Dito o que tinha a dizer, João Borges remata, quebrando alguma formalidade colocada até aí... " meu amigo! disse, eu dei-lhe os ossos agora você que monte o esqueleto.... Sabe, acrescentou naquele estilo muito próprio, eu considero os jornalistas como os arqueólogos que a partir de um monte de cacos recompõem um pote". E riu-se muito. Ainda o ouço rir. Goodbye Mr Borges!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Desespero

O Movimento Cívico Anti-Pirataria na Internet (MAPiNET), apresentado esta semana, entregou hoje ao primeiro-ministro, ao presidente da Assembleia da República e aos grupos parlamentares um manifesto exigindo ao Governo que tome uma posição no combate à pirataria digital.
Representantes de várias indústrias culturais mostram o seu descontentamento face ao problema das descargas ilegais na Internet, sem respeitar os direitos de autor, e reforçar a posição inscrita no manifesto entregue aos grupos parlamentares. Falam em 50 milhões de descargas ilegais por ano e prejuízos na casa dos seis milhões de euros para as indústrias culturais, só em Portugal.
Há soluções para este problema? A Internet deve co-existir com outras formas de distribuição?

A força da natureza

Sobe para 97 o número de mortos pelas chuvas que atingem o estado de Santa Catarina, no Brasil. Mais de 1,5 milhão de pessoas foram afectadas pelas chuvas que atingem uma região com traços do Portugal insular.
Passei por Florianópolis, a capital do estado, em trabalho, no XXX Congresso da APAVT. Faz quatro anos por esta altura. No rio onde fiz 'rafting' pela primeira vez haverá agora mais água e mágoa, sem timoneiros com tempo para a aventura. E no 'Costão do Santinho' haverá gente sem lágrimas? Que a dor nos cale.

O último perdão

A notícia corre mundo como se fosse... de outro mundo. George W. Bush concedeu, nesta quarta-feira, seu último perdão de presidente americano a dois sortudos perus, que poderiam acabar na mesa farta do Dia de Acção de Graças, mas que, em vez desse triste fim, viajarão de primeira classe para a Califórnia e a Disneylândia, para o grande desfile da data. As aves Pumpkin (abóbora) e Pecan (noz) foram "poupadas" por Bush do forno na tradicional ceia de Acção de Graças, que se realiza amanhã.

Coisas de Nobel

A ilha de Trinidad " é um lugar muito pequeno. Não se pode extrapolar para algo maior"...

" A América procura fazer demasiadas coisas no mundo. Não imagino, nem a gente de Roma, no auge do seu poder, a fazer todas estas coisas que a América tenta." ....

Obama " não carrega o navio dos negros americanos porque não é um negro americano... é um mulato sem a amargura americana da escravatura".

Afinal " um escritor não é os livros que escreveu mas o mito, e esse mito está à guarda dos outros."....

Excertos da entrevista de Sir Vidiadhar Surajprasad Naipaul - ( V.S. Naupaul ) - nobel da literatura e o maior escritor vivo de língua inglesa - in Publico de 26 Nov 2008

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Depravação

Esta notícia está a ser divulgada pelo semanário SOL



Incesto
Britânico condenado a 25 prisões perpétuas por engravidar as filhas
Um britânico de 56 anos foi condenado a 25 penas perpétuas por violar repetidamente duas filhas. As jovens, agora adultas, engravidaram 19 vezes, das quais nasceram nove crianças, mas apenas sete estão vivas.



Que tipo de comentário deve fazer-se a uma perversão deste jaez? Antes, num tempo ainda não muito recuado, havia a ideia de que isto só acontecia por estas bandas. Afinal...



António Jorge Pinto

Consumo ou poupança?

Estamos a um mês do Natal. Precisamente no dia em que o comércio esfrega as mãos, na expectativa de melhorar vendas e receitas. É que hoje chega às contas de muitos madeirenses, nomeadamente os que trabalham na função pública, o 13º mês. O que deverão fazer os estimados conterrâneos com o bónus anual?

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Be Brave...







Vale a pena ver este pequeno video no "Youtube"....








Novas sugestões

Na próxima quinta-feira voltamos ao debate. Até lá, nas calmas, vão enviando dicas, propostas de abordagem e sugestões. E para que conste, valorizamos quem não se esconde no anonimato.

domingo, 23 de novembro de 2008

BALANÇO positivo

Não tem duas semanas e aí está o nosso blogue com muita e boa visita. Claro que já sabíamos que isto costuma despertar impulsos. Uns bons, outros, nem por isso. É que há pessoas pouco habituadas ao debate e à crítica. Felizmente cada vez menos.
O desafio de fazer um blogue foi lançado pelo Ricardo Oliveira, depois de um daqueles programas que dá muito retorno (feedback). Aceitámos concordando com a frase de lançamento, também da autoria do Ric e que era: " O debate vai sair do ecrâ".
O Malandro, escolheu este slogan com segundas intenções, julgo eu. Resultou bem o teste. Foram mais que muitas as reacções de assíduos telespectadores que julgaram que o programa iria terminar.
Nada é eterno, é verdade, mas uma coisa é o programa, outra, completamente diversa, o facto dos cinco continuarem a fazer debate de ideias na blogosfera.
Neste momento há uma boa corrente entre os cinco e estamos para lavar e durar.... Ainda não chegamos à Ucrânia! ou à China ou à Coreia. Isto é:EUROPA!!! Boa semana a todos!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Os cinco estão completos

Se dúvidas houvesse, cá estou eu. No rebanho. Voamos como os gansos.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Lei da rádio vai à revisão

Sempre em mudança...
Augusto Santos Silva afirmou hoje que o Governo tenciona entregar na Assembleia da República uma proposta de revisão da Lei da Rádio, de 2001, até ao final do primeiro trimestre de 2009.
Os principais objectivos do Governo, de acordo com o ministro dos Assuntos Parlamentares, são aprovar a nova Lei da Rádio ainda na presente legislatura e completar a transposição da directiva comunitária sobre serviços de comunicação e audiovisual. Augusto Santos Silva afirmou que o objectivo do Governo com a lei da rádio "é aumentar as exigências do serviço público de rádio".
O ministro dos Assuntos Parlamentares aludiu ainda aos obstáculos actuais ao funcionamento em cadeia, 24 horas por dia, por rádios temáticas, em concelhos que não sejam contíguos.
No mesmo contexto, Santos Silva apontou situações de funcionamento de cadeia parcial entre rádios locais, e rádios locais, regionais ou nacionais.
"São exemplos de ganhos de escala que é possível fazer", apontou o ministro dos Assuntos Parlamentares, após ter falado numa actual "excessiva pulverização e de uma dimensão muito micro das rádios locais. Das 247 rádios que transmitem em frequência modelada só 23 pertencem a proprietários que detêm mais do que uma estação", disse.
Ainda em relação ao actual panorama das rádios, Santos Silva afirmou que "só cinco têm uma facturação superior a 500 mil euros anuais".
(Lusa)

A ficção

A nova novela do horário nobre da TVI, 'Flor do Mar', rodada parcialmente na Madeira, estreou na segunda-feira à noite a liderar, batendo todas as outras propostas televisivas. Ontem, a ficção com toque regional voltou a liderar as audiências da TV em Portugal.
O primeiro episódio teve uma audiência média de 1,7 milhões de indivíduos, mas registou 3,6 milhões de espectadores em termos de contacto total, o que correspondeu a uma arrasadora quota média de 50,9%.
Para lém do enredo, há imagens da Região a chegar a casa dos telespectadores do mercado nacional. Uma estratégia que custou meio milhão de euros ao erário.

A realidade

Nem tudo está perdido num ecrã nacional dominado pela ficção. É que dois programas de informação registaram máximos de audiência.
O programa 30 Minutos exibido na RTP1 no dia 11 de Novembro, terça-feira, registou o máximo do ano com 14.1% de audiência média e 32.7% de share. No domingo, 16 de Novembro, foi a vez do Repórter TVI com a reportagem Português Suave a alcançar o melhor resultado ano com 17.6% de audiência média e 41.6% de share.

Os suspeitos do costume


A lista é quase sempre igual nos últimos tempos.
Onde anda a dita sociedade civil nos telejornais das televisões nacionais? Quem arrisca alterar os alinhamentos dominados pela classe política? Para quando a vez e a voz aos novos protagonistas da vida pública portuguesa?

A força de uma expressão

A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, perguntou se «não é bom haver seis meses sem democracia» para «pôr tudo na ordem», a propósito da reforma do sistema de justiça.
Terá sido apenas uma "força de expressão"? Será a expressão da força ou a fraqueza de quem já foi forte?

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Que temas debater?

Os cinco voltam a mais uma emissão do 'Dossier de Imprensa' na próxima quinta-feira depois do Telejornal. Que temas sugere para mais um debate televisivo? Deixe as propostas

Queixas ou queixinhas?

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) recebeu cerca de oito mil queixas e solicitações em 2008, mais cinco mil do que em 2006, disse o jurista do organismo, Correia de Matos.
Se é verdade que por um lado nota-se que o "trabalho de fiscalização tem vindo a aumentar", importa perceber o conteúdo das queixas, nalguns casos ridículo. Isto para não falar da taxa de arquivamento.

Jardim ao ataque

Pode ler-se no artigo de opinião na edição de hoje do 'JM' mais uma ofensiva contra os media. A autoria é Alberto João Jardim!
Eis a prosa:
Como todos sabem, quer a RTP dita “Madeira”, quer a RDP também dita “Madeira”, estão sob tutela de Lisboa. Portanto, tutela socialista.Daí que a sua orientação editorial seja de hostilidade aos autonomistas sociais-democratas madeirenses, fingindo nada ver quem compete legalmente a regulação do sector.Têm a “força” que tal lhes permite, embora não o Direito. Pensam que o País será sempre assim e que, um dia, ninguém lhes pedirá responsabilidades profissionais, éticas e disciplinares nos termos da lei.Mas, para além desta iniquidade, o descaramento e a sem-vergonha são tais, que nem se dão conta do ridículo em que estão mergulhados, comparativamente às televisões e rádios públicas dos países democráticos civilizados.Os blocos “informativos”, onde não falta “la pasionaria”, e quem se lhe submete, são uma mera sequência de quase só “tempos de antena” partidários, repetitivos e sem nível, onde partidecos de um ou dois deputados, somados com o pequeno maior partido da Oposição, a cada um é dado o mesmo tempo do que o Partido que representa dois terços dos Madeirenses! E, às vezes, mais!…Não é assim em Lisboa e nos Açores porque, aí, os socialistas estão no poder!Não é como nos países democráticos, onde, na televisão e rádio oficiais, a Informação é rigorosamente repartida entre Poder e Oposição toda somada.Bem sei que, assim, dá menos trabalho. Vai-se, por uns minutos, atrás dos mesmos de há tantos anos, gravam-se as mesmas coisas de também há tantos anos, mete-se umas palhaçadas, e já está! Não é preciso trabalhar muito…Por exemplo, nos programas ditos de “informação”, vai-se ao ponto de enchê-los desproporcionadamente com gente hostil aos autonomistas sociais-democratas e, para disfarçar, às vezes arranjar alguém tido publicamente como “do PSD” — um só… — mas que se sabe não inteiramente conotado com a linha regional do Partido, portanto, de facto, este não representando.Há até programas, só com hostis ao PSD, com gente cuja notoriedade foi a própria comunicação “social” que a gerou, mas aos quais, objectivamente, não se reconhece qualquer qualidade comprovada… apesar de se atreverem a falar de tudo e mais alguma coisa!… Os exibicionistas tôlos ou os frustrados e ressabiados que temos na sociedade madeirense!…A falar de tudo e de todos… mas sem contraditório. Atacando pessoas — a mim, também — sem qualquer hipótese do Direito de defesa e de explicações!É a RTP e a RDP locais, que temos!Terão a dignidade de se emendar, ou prestam-se a ser instrumentos de “guerra” partidária contra os autonomistas sociais-democratas?!…E da República, sua proprietária, ninguém vê isto?…Percebem o objectivo totalitário de querer fechar o “Jornal da Madeira”?…

domingo, 16 de novembro de 2008

Mais uma ameaça

Para reflexão e, quem sabe, uma tomada de posição, após uma semana em que as queixinhas contra os jornalistas surgiram da boca de vários protagonistas da vida pública regional.
A última, de ontem à noite, teve a assinatura de Rui Alves, o presidente do Nacional. Fica apenas esta passagem: "Os nacionalistas têm que ser também mais guerreiros. Nós temos que nos mostrar hostis com a comunicação social. A comunicação social que vai ao estádio fazer a cobertura tem que saber que nós somos hostis a essa comunicação social que nos maltrata dia a dia de forma mentirosa, muitas vezes caluniosa. Eles têm que saber que se for preciso também somos guerreiros, também lhes damos duas bofetadas quando fazem essas atoardas em relação ao nosso clube. Nós temos que estar mobilizados. Não há que ter medo. Essa coisa do medo para mim não existe. Existe é orgulho de valores, de história, daquilo que somos enquanto instituição, daquilo que fazemos pelos nossos jovens."

sábado, 15 de novembro de 2008

Operação “Omo”...

Confesso que nunca vi nada assim. É óbvio que, em política, tal como no futebol, a passagem de “bestial a besta” pode ocorrer num ápice. Mas, independentemente da reacção dos deputados sociais-democratas na Assembleia Legislativa da Madeira, não podemos deixar passar em claro o acto condenável – e já condenado pela opinião pública – da exibição da bandeira nazi no Parlamento Regional. Porém, durante os últimos dias... quem não tivesse acompanhado esta sucessão de acontecimentos diria que, afinal, os culpados pelo comportamento do deputado do PND foram os deputados do PSD. É preciso seriedade. E não é com uma Operação “Omo” que se apaga a história, mesmo que a nossa vontade, como madeirenses, fosse a de passar uma “esponja” em mais esta “actuação de circo” daquele que ficou conhecido como o “homem relógio”. Tenham dó!!!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Agora que a equipa anda pela blogosfera um "olá" a todos.
Aos que gostam do programa da RTP Madeira com este mesmo nome e naquele formato e aos que o detestam com razões e sem razões.
Em pleno século XXI, integrados na Europa, numa Madeira Nova, queremos cumprir o nosso papel como cidadãos de corpo inteiro.
ABRAÇO e Bom fim de semana!

terça-feira, 11 de novembro de 2008


O debate vai sair do ecrã... brevemente